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dezembro 13, 2013

A Educação para a Inclusão



Ao se falar sobre educação e inclusão, não se refere necessariamente à discussão presente hoje no Brasil sobre a inclusão de pessoas com necessidades especiais em escolas regulares. Trata-se de analisar, neste texto, em que medida a educação, enquanto processo de produção e transmissão de conhecimento, promove a inclusão social. Argumentamos que a educação é inclusiva quando alguns principais aspectos são levados em consideração: O primeiro deles diz respeito ao significado do saber produzido pela educação, quando o saber produzido e/ou transmitido pela educação tem significado na luta pela vida das pessoas pobres. O segundo refere-se à forma como o conhecimento é produzido e/ou transmitido, ou seja, a pedagogia, propriamente dita. 
Começando pelo primeiro aspecto, argumentamos que o saber enquanto bem socialmente produzido, exerce fundamental importância, no processo da inserção social, quer seja através do trabalho (na produção) ou na dinâmica do próprio processo cultural da sua elaboração. O acelerado processo de inovação tecnológica que caracteriza a sociedade dos dias de hoje, com o implemento de significativas mudanças nas relações sociais de produção, faz com que o conhecimento tome uma particular importância. Na sociedade dos nossos dias o conhecimento assume significativa importância devido a rapidez que envolve a questão da inovação tecnológica na produção e o caráter competitivo que a caracteriza. Isso significa dizer que a questão deve ser pensada de forma a considerar o conhecimento como meio e não como fim, mas um meio de vital importância para os nossos dias. 
Em relação ao segundo aspecto analisado, argumentamos que o pressuposto teórico paradigmático que fundamenta as instituições públicas no repasse do conhecimento socialmente produzido a diferentes segmentos sociais determina a utilização de um procedimento metodológico excludente provocante de um corte entre os segmentos sociais, beneficiando uns em detrimento de outros. Este corte pode ser entendido como um processo de diferenciação (entre os diferentes segmentos sociais) criado no ato do repasse do saber socialmente produzido. Faz-se a tentativa de estabelecer uma comparação entre o papel das políticas públicas de desenvolvimento tecnológico da produção e o da escola. Em outras palavras, há uma hipótese que o paradigma da dualidade, nascido do positivismo clássico, ainda utilizado pelas políticas públicas de desenvolvimento tecnológico da produção, está presente na escola e que o resultado social é similar ao da produção.

Macelania Fernanda

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