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junho 21, 2013

Para reflexão

"No início da epidemia de Aids, atendi um policial de 40 anos, pai de três filhos, que me pedia para encaminhá-lo a um cirurgião que o castrasse. Contou que não conseguia passar duas ou três semanas sem usar cocaína. Sob a ação da droga, invariavelmente, ia atrás dos travestis que trabalham nas ruas e acabava a noite nos hoteizinhos mais sórdidos da cidade. Nesses locais, já havia sido espancado e assaltado mais de uma vez.
Ingênuo como eu era na época, expliquei que a causa de sua desventura não era a sexualidade, mas a cocaína. Respondeu que estava cansado de saber, o problema é que não conseguia evitar as recaídas, e que se, pelo menos, a libido lhe desse uma trégua, seria possível reduzir os danos que a droga causava. Tentei inutilmente convencê-lo a desistir da ideia da castração, cirurgia com consequências irreversíveis, mas ele estava tão decidido que sugeri uma medida alternativa: tomar uma injeção de uma droga que bloqueia a produção de testosterona durante três meses, período que lhe daria mais tempo para reflexão. Dois meses mais tarde, ele retornou, feliz com o resultado.
Não havia abandonado a cocaína, mas estava livre da compulsão sexual."


2 comentários :

se todos os médicos fossem tão conscientes e demostrassem mais amor ao próximo como nesse exemplo talvez tudo poderia ser melhor!
o mundo realmente precisa de mais amor e compreensão!

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