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junho 27, 2013

O dia em que a hipocrisia impera

A igreja estava cheia naquela manhã. O carro fúnebre tinha acabado de estacionar e todos correram para ajudar a levar a urna para o interior do templo. Era um alvoroço só. Gritos de dor, lágrimas e somente as crianças observavam passivas, algumas com o dedinho na boca. Elas olhavam fixamente para os pais e talvez se perguntassem na inocência da idade: "Para que tanto escândalo?"
Os pais por sua vez, sentados e enxugando as lágrimas, passam a relembrar que o defunto era gente boa. Homem trabalhador e amigo.
Entre um cafezinho e outro, aquelas pessoas choronas passam quase que instantaneamente a lembrar o porquê de tantas lástimas pelo morto.
Um refletia: "Ele era amigo de todos e eu não fui capaz de visitá-lo quando estava enfermo. O outro ao lado pensava: "- Quantas vezes eu falei mal dele para as outras pessoas." O que estava sentado mais a frente dizia consigo: "- Quantas vezes eu puxei o tapete para que ele não prosseguisse."
E um homem que estava sentado no último banco e com a cabeça baixa, medita. "- Agora que meu rival morreu, estou livre para assumir definitivamente a mulher que já era minha a tempos." Nesse exato momento uma célula nervosa do cérebro do morto começa a latejar. Como as tentativas de levantar do caixão se tornaram infrutíferas, o último pensamento é inevitável.
"-Vão todos para o quinto dos Infernos."



1 comentários :

vivi um momento parecido quando meu marido faleceu vi tios do meu filho agarrados á ele dizendo incessantemente haaaa meu sobrinho oque vc precisar fala tha a hora que for ..saímos do cemitério ate hj anos depois meu filho nunca recebeu sequer uma ligação de parente algum por parte do pai enfim Graças a Deus ele nunca precisou deles! se o defunto realmente pudesse falar as ultimas palavras acho que seriam exatamente estas!

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