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outubro 05, 2011

Anestesistas e cardiologistas boicotam cirurgias públicas




Anestesistas não farão cirurgias pelo SUS e cardiologistas rompem com o PAS

Para assegurar o direito de receber a remuneração que consideram justa pelos procedimentos médicos, os cardiologistas e anestesistas interrompem a partir de hoje a realização de cirurgias eletivas nos hospitais credenciados, pelo Plano de Assistência à Saúde (PAS) do Governo do Estado e pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de 50 operações podem ser desmarcadas por semana em Belém por causa da decisão dos médicos das duas especialidades.

A Cooperativa dos Médicos Anestesistas do Estado do Pará (Coopanest) acusa a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de não repassar, há quatro meses, os valores referentes a procedimentos cirúrgicos que não estão inseridos na modalidade urgência e emergência. Somado, informam os médicos, o montante devido ultrapassa R$ 1 milhão acumulado desde o mês de junho, afirma o presidente da cooperativa, Luís Paulo Mesquita. "Não vamos deixar de atender as emergências, mas também não vamos aceitar trabalhar de graça. Enviamos vários ofícios à Sesma, solicitando que os repasses do SUS fossem normalizados, mas nada foi feito. Nesta terça-feira, mandamos outro documento, anunciando nossa decisão de suspender as operações", garante. Com essa paralisação, cirurgias agendadas, como a retirada de pinos e as oftalmológicas, serão desmarcadas.

Mesquita sugeriu que o próprio beneficiado pague os custos de anestesia da operação, caso queira que ela seja realizada. "Não vamos aceitar reclamações. Queremos que a Sesma pague o que nos deve. Vamos mandar os pacientes que foram prejudicados procurar seus direitos junto à secretaria, pois é inadmissível que um serviço de saúde seja suspenso pela simples falta de pagamento dos médicos", diz o presidente da cooperativa. Ele estima em 30 por semana o número de cirurgias que precisam da especialidade em cada hospital credenciado ao SUS.

Sem dar maiores esclarecimentos sobre verbas próprias, a Sesma argumenta que ainda aguarda o repasse de verbas acordado com o Governo Estadual para a saúde da capital. A Sesma diz que o repasse do Estado será diretamente empregado no pagamento dos serviços das cooperativas de profissionais, entre outras ações, informa a assessoria da Sesma.



CARDIOLOGISTAS



A Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Pará (Coopercardio) quer o reajuste nos valores pagos por operações realizadas pelo PAS. De acordo com a representação, um procedimento para fixação de ponte de safena, por exemplo, está R$ 1.300, valor divido por toda a equipe médica, que geralmente é composta por cerca de oito profissionais. Para o médico, a quantia recebida seria por volta de R$ 200,00 a cada operação. Em contrapartida, o SUS paga pelo mesmo procedimento uma faixa de R$ 5 mil.

O presidente da Coopercardio, Alberto Mauro Anijar, avalia que os valores pagos pelo PAS são irrisórios. "Não temos uma proposta fechada com o Iasep, mas queremos que esses valores sejam reajustados. Tentamos nos reunir várias vezes com a presidência do órgão, por isso chegamos ao extremo de paralisar. A cirurgia de coração é uma das mais complexas que existe e a remuneração está defasada há quase 20 anos. Vamos passar a atender agora somente as emergências, até que a questão seja solucionada", reitera o cardiologista, ao contabilizar cerca de 20 cirurgias de coração por mês pelo PAS.

O Iasep alega que a rede credenciada ao atendimento cardiológico é composta por clínicas e hospitais. Em caso de alteração nos serviços, a informação deve partir dos credenciados, o que não aconteceu até o presente momento. Por esse motivo, o Instituto informou que não se manifestaria sobre ações promovidas por profissionais alheios ao quadro de credenciados.Publicar postagem

Fonte: Jornal o Liberal


E como sempre quem sofre é o povo!

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