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março 17, 2010

Seqüelas!


Lembro bem. Moravámos em uma rua chamada Coronel Meirelles no centro do bairro da Penha em São Paulo. A música mais ouvida daquele ano era do cantor Antonio Marcos que dizia: "Mil novecentos e setenta e três, tanto tempo faz que ele morreu, o mundo se modificou, mas ninguém jamais o esqueceu". Um outro fato que faz que eu não me esqueça é porque nesse ano de  1973 houve o sequestro do menino Carlinhos no Rio de Janeiro e lembro bem dos noticiários.
Há coisas na vida que são passageiras  e outras permanecem. Que bom seria se esquecêssemos tudo que passamos de ruim. Mas na maioria das vezes lembramos, e lembramos o que deveria ser esquecido.
Em todos os meios sociais, a familia é preservada. A pessoa pode ser um bandido, um usuário de drogas, um traficante, mas quando este está no seio da familia, na maioria dos casos ela é querida. Pode ter mil defeitos fora de casa, mas para a familia e principalmente para a mãe, ele é perfeito, sem defeitos.
Eu tinha 7 anos, e não raramente, por coisas corriqueiras  apanhava. E numa noite não me lembro o por quê levei uma surra da minhã mãe. Não me lembro a razão, mas sei que apanhei muito.
No outro dia pela manhã, fui para a calçada brincar, estava sem camisa e me agachei para brincar de carrinho. E fiquei distraídamente brincando, nisso se aproximou uma mulher com seu filhinho. Olhou para as minhas costas e perguntou: "Quem fez isso com você"? e eu sem maldade respondi: Minha mãe. E a mulher  só disse "Tua Mãaaaeeeeeeeeeee? e seguiu para casa que era próxima. Essa mulher era esposa de um traficante de drogas. E era rotina o marido dela chegar em disparada com o carro, pois, estava sendo perseguido pela polícia.
Depois de anos vim a perceber e entender a razão de tantas surras. Eu era o mais velho, era parecido com meu pai, e o preferido dele. E pelo fato de haver um problema entre eles, sempre que havia uma oportunidade, toda a ira era derramada em mim.
Muitas vezes  agimos sem medir consequências, falamos sem pensar. E nisso ofendemos, machucamos, e o pior, deixamos seqüelas nas pessoas. Apesar de não sermos bandidos, os nossos atos mostram totalmente o oposto. Com o tempo nós esquecemos do que fazemos e falamos. Mas as pessoas que foram ofendidas, magoadas, entristecidas, passará anos e isto não será apagado da memória. Diz a palavra de Deus ´que: "É mais fácil conquistar uma cidade do que um irmão ofendido". E isto é real.
Mas temos a oportunidade de mudar, revendo nossas atitudes para com os outros. Para que nós não venhamos a deixar as pessoas com seqüelas pelo resto da vida.




1 comentários :

Concordo com vc Erlon... por isso é sempre bom pensar bem antes de dizer alguma coisa que possa ferir ou magoar alguém. Abraços
Andrea

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