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janeiro 12, 2010

Esaú e Jacó?



Sempre gostei de coisas antigas. Fotos antigas. Pesquisar genealogia entre outras coisas. Nem todos gostam disso ou mesmo entendem isso,  mas para quem gosta como eu é um prato cheio.
Passei uns três anos pesquisando sobre minha família queria saber de onde vinha, qual era a raíz. Em momento algum pensei que poderia ter algum rei ou alguém com honras de Estado,  não! ao contrário. Tinha certeza que o passado poderia ser sombrio pelo que vivenciei  na geração de meu pai.
Certa vez alguém me disse: "Os homens da tua família não tem força  e a força é das mulheres
e isso  é devido ao ato de uma pessoa".
Nessa hora pensei várias coisas que poderiam ter resultado nisso, isto é,  na falta de força dos homens. Sabia que isso correspondia a verdade porque conhecia a realidade da familia. Sabia que os homens a começar pelo meu pai eram fracos. Meu pai apesar de ter conhecido 3 países da América do Sul e grande parte do Brasil devido a sua profissão (motorista de caminhão) era um homem fraco. Fraco para manter a família, fraco para dirigir os próprios passos, tanto é que teve 8 mulheres depois que minha mãe morreu, casando com a última quando estava a beira da morte, isso porque eu incentivei. Só fazia algo em pról de si quando tinha como alvo uma mulher. Teve um triste fim. Sentado a beira de uma cama de um casebre que pertencia a uma mulher que disse que estava apaixonada por ele. Ela quase 30 anos mais nova. Bela paixão. Ele com problema cardíaco, falta de ar, de repente abaixa a cabeça e tomba pelo chão, era o fim.
Teve como principal fraqueza.........Mulheres.
Meu tio em São Paulo irmão de meu pai veio de Ponta Grossa e logo que chegou em São Paulo passou a ser frentista de Posto de Gasolina. Trabalhou anos e anos e construiu pouco. Foi dominado pelo alcoolismo, se tornou alcoólatra. Com o tempo ficou desempregado. Depois de um bom período se empregou novamente em um posto de gasolina. Foi acometido de um AVC quando estava trabalhando e aí foi o seu fim.
Sua principal  fraqueza: Bebida
O mais novo dentre eles sempre foi um problema, dependente em tudo. E morou com a mãe até o fim da vida. A mãe morreu em um mês e  ele morreu no outro.
Sua principal fraqueza: Inércia
Pesquisando documentos da família cheguei a uma triste constatação: Meu bisavô nasceu em 1893 e  veio tirar sua certidão de nascimento somente em 1934, 41 anos depois de seu nascimento. Creio eu que era analfabeto. E o pior de tudo: Mudou o nome da familia. Não deu honra ao sobrenome do pai. Ao contrário usou o sobrenome da mãe para ser usado nas gerações seguintes. Usou o nome de outra família, é como se tivesse surgido uma família sem identidade. Se ele fez isso por ignorância ou picuínha com a própria família não vem ao caso, mas com certeza isso trouxe consequências não só aos que eu conheço mas também aqueles que não conheço que estão espalhados por aí.
Existe um fato ocorrido na bíblia de dois irmão Esaú e Jacó. Esaú vendeu a sua primogênitura que vinha representada atráves da benção do pai a ele. Estava com fome e a vendeu a seu irmão em troca de um prato de lentilhas. E na hora da benção Jacó foi abençoado em seu lugar. Esaú queria de volta mais não tinha como reverter a situação.  Não devemos desprezar a benção que provêm da família. E o nosso nome, o nosso sobrenome,  devemos honrar como se honra a Deus. E meu bisavô não honrou.
E hoje não tem como reverter a situação. Temos um nome que apesar de eu ter conhecimento que não é o que deveria ser, mas contudo,  tenho que honrar. As consequências desse erro foram sentidas na geração passada. E sei que a palavra que ouvi sobre os homens da família era verdade. E sei também que essas consequências cessaram, porque vivo a luz da palavra de Deus.

2 comentários :

tudo depende do ponto de vista de cada um, seu bisavo pode não ter registrado seu nome por "n" motivos que como e colocado gera um problema nominal para gerações a frente que se perdem no passado, so nos resta aceita e procurar outro "braço" da familia para continuar a busca!

Bom, nada a ver o comentário aí de cima....a reflexão é bem mais profunda e complexa. O bojo da análise não se resume no porquê do erro, e sim das consequências que o mesmo ocasionou à família, o que na verdade interessa. No entanto, não dá pra exigir que todos entendam e tenham a mesma visão. Muito bom o trabalho de pesquisa, acho que vale a experiência para outras genealogias....

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