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dezembro 04, 2009

O Reencontro


Para quem leu o tema "O poço da tragédia" terá facilidade em entender o que passo a narrar.

Depois da morte de minha mãe em São Paulo vim para Belém, onde começou uma outra história bem mais difícil. Cheguei em julho de 1980 e permaneci até maio de 1981. Antes disso tive meu primeiro emprego na empresa onde meu pai trabalhava. Trabalhei um ano, e assim achei que já podia pedir alguma coisa e pedi para voltar para São Paulo. A chance que eu tive voltei para São Paulo, e a chance que tiveram me mandaram de volta. Me considerava o renegado. Quando voltei estava sem emprego novamente, tinha apenas 17 anos. A convivência com a madrasta se tornava a cada dia insuportável, e era necessário sair de casa pela manhã e voltar só a noite. Perambulava pela cidade, andando sem rumo. Saía de onde eu morava no Conjunto Cidade Nova pela manhã, pegava em linha reta a arterial 18, passava pelo conjunto Stélio Maroja, seguia pela Rodovia hoje chamada Mário Covas até alcançar a Rodovia Augusto Montenegro e finalmente chegava no destino que era o distrito de Icoaracy. Um itinerário normal de aproximadamente 25 kilometros. Isto é normal de onibus ou de carro. Eu ía a pé. E nisso eu passava o meu dia.Quando voltava ia direto para a cama, para no dia seguinte fazer a mesma coisa. Nessa época comia em casa o que sobrava, se não sobrasse não comia. Geralmente eu não comia.
Depois de algum tempo meu pai percebendo que a situação não tinha solução, pois ele viajava e não tinha como fazer nada, decidiu alugar um quarto para mim. Foi o inicio da independência.
Em 1985 consegui meu segundo emprego em uma Boate. Trabalhei lá durante 4 anos. Em 1987 tirei umas férias do trabalho e fui para São Paulo, mas minha meta era visitar meus irmãos no Paraná. Encontrei com minha irmã em Curitiba, e a convidei para irmos juntos a uma cidade chamada Centenário do Sul, onde estava meu irmão mais novo. Tinham se passado 8 anos desde a tragédia do poço. Na época meu irmão tinha 8 anos de idade,  tinham se passado longos 8 anos.
Chegamos na Rodoviária as 06:00 da  manhã. Uma prima já estava nos esperando,  a Vivian. Quando entramos na casa do meu tio perguntei logo. Onde está o andrézinho? E a resposta foi: "Ele ainda está dormindo no quarto". Me apressei em direção ao quarto. Tinha na minha mente encontrar o meu irmãozinho de 8 anos, as vezes não nos damos conta que o tempo passa. Quando olhei para a cama, não era  mais o meu irmãozinho, mais sim um adolescente de 16 anos. Coloquei a minha mão no seu ombro e comecei a desperta-lo.
Quando ele despertou o abracei. E ele perguntou: "Eu não estou lembrando de você, quem é você?
Essa resposta me quebrantou de uma tal maneira que me desmanchei em lágrimas e enfim ele se lembrou. E assim depois de 08 longos anos separados pudemos nos encontrar novamente.

3 comentários :

Ei....linda história viu mano, ainda é emocionante lembrar desse episódio, porém não esquece que havia um terceiro personagem com o qual eu o confundi, motivo pelo qual eu não o reconheci. Outra coisa, a minha imagem pra vc era a de um garotinho e a sua pra mim, era de um adolescente, magro, alto (pra mim que era pequenininho)......aí, de repente, vi alguém da minha estatura, mais forte e, realmente ficou difícil reconhecê-lo....

Agora imagina tudo isso, acordando??

quero muito ler seu livro deve ser impactante

Deus te abençoe

Jan

Graça e Paz Reverendo,
Diante da sua História, vejo como a graça de Deus é grande.
Deus em Cristo te abençõe muito!

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Todos os comentários serão bem vindos, porém, só aprovarei dentro do tema exposto.