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junho 02, 2008

Só uma Chance



Na quinta-feira passada, o supremo tribunal federal concluiu um julgamento histórico e liberou o uso de células-tronco de embriões humanos em pesquisas científicas. O processo havia chegado ao supremo em 2005, suscitando uma questão mais que espinhosa: quando começa a vida? Em uma iniciativa inédita, o tribunal convocou uma audiência pública em que consultou 22 estudiosos com treino em genética e neurociência. Mas havia outra visão em jogo - a da religião. Nos três anos pelos quais se estendeu a discussão em torno do caso, foi exatamente isto o que mais sobressaiu: A disputa entre ciência e fé. Seria um erro, contudo, supor que a discussão no supremo seguiu esse mesmo script. Foi isso que a tornou memorável. Os ministros não tentaram resolver o enigma milenar da gênese da vida, quer com uma tese metafísica, quer adotando um ponto de vista científico, num assunto sobre a qual a própria ciência não tem uma palavra final. Transformaram o enigma em uma questão técnica (O direito brasileiro protege a vida humana com a mesma intensidade em suas várias etapas de desenvolvimento, ou a gradações? ), fizeram apenas o que deviam fazer - interpretar as leis e a constituíção - e deram uma decisão à sociedade. "Agora, pode-se é voltar ao laboratório". Diz a geneticista Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, da Universidade de São Paulo. "Estamos muito atrasados em relação ao primeiro mundo. Precisamos trabalhar para recuperar esse atraso."

Fonte: Revista Veja-edição 2063 nº 22

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