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abril 03, 2008

Polícia procura pai e madrasta de Isabella


Casal não foi encontrado na casa do avô paterno.Os dois suspeitos tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça.
Daniel Haidar Do G1, em São Paulo entre em contato

A polícia de São Paulo procura o pai e a madrasta da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, que morreu após cair do 6º andar. Eles não foram encontrados na casa do avô paterno da garota. Até às 2h30 desta quinta-feira (3), o casal não havia se apresentado no 9º Distrito Policial (Carandiru), na zona Norte da capital. Segundo o delegado-adjunto, Frederico Rehder, os advogados do casal foram notificados, no final da noite de quarta (2), que a prisão temporária por 30 dias dos dois clientes foi determinada pelo 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana. O pai de Isabella, Alexandre Nardoni, de 29 anos, já foi procurado pelos policiais na casa de seu pai no final da noite de quarta (2). Sem entrar na residência, a polícia foi informada que nenhum dos suspeitos estava lá. Equipes policiais buscam o pai e a madrasta de Isabella nas casas de familiares. As prisões do consultor jurídico Nardoni e de Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24 anos, foram pedidas na tarde desta quarta (2) pela Polícia Civil. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ), a prisão é de 30 dias e pode ser prorrogada por mais 30.

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Investigações
Peritos do Instituto de Criminalística (IC) voltaram na noite desta quarta ao apartamento da família para procurar mais pistas. Eles usaram materiais, capazes de identificar vestígios de sangue. Pela manhã, a delegada seccional da Zona Norte de São Paulo, Elizabeth Sato, defendeu cautela na apuração dos fatos. “É importante que, nesse momento, nós tenhamos a calma suficiente para fazer a investigação. Uma investigação de homicídio pode tornar-se complexa”, disse. Na terça-feira (1º), o advogado do casal, Ricardo Martins, afirmou que seus clientes são inocentes.

Justiça
A mãe de Isabella prestou depoimento nesta quarta no 9º DP. A bancária Ana Carolina de Oliveira não quis dar entrevista. “Não tenho nada a declarar, já dei meu depoimento, que a justiça seja feita agora”, disse ela. Ainda na terça-feira, podiam ser lidas mensagens da mãe de Isabella no site de relacionamentos Orkut. Ela agradeceu a solidariedade dos amigos. “Quero agradecer a todas as pessoas que estão me escrevendo, e, de uma maneira ou de outra, se solidarizando com o caso. Não tenho condições de respondê-las. Apenas dizer que são muito importantes. Abraços a todos”.

Chaves
O advogado do pai e da madrasta da menina informou na terça que uma das chaves do apartamento estava perdida. Ele disse que não foi feito um boletim de ocorrência. Segundo o advogado, as chaves de todos os apartamentos ficam na portaria do edifício. O delegado responsável pelo caso, Calixto Calil Filho, disse que o porteiro negou essa informação em depoimento. O porteiro teria afirmado que as chaves dos apartamentos só ficavam na portaria durante a construção do prédio. O delegado disse ainda que o casal não informou sobre a perda da chave no depoimento prestado no domingo (30).

Crime
A polícia investiga se Isabella foi agredida e arremessada antes de o corpo dela ter sido encontrado no jardim do edifício no sábado (29) ou se ela se jogou do 6º andar do prédio no Carandiru. Os peritos estão fazendo exames mais detalhados, com produtos químicos. “Vamos pedir uma nova perícia mais detalhada no apartamento porque nos dias dos fatos pode ter passado algo despercebido”, afirmou o delegado. Entre os produtos que auxiliam a polícia está o luminol, substância que detecta mancha de sangue mesmo em locais que foram lavados. A polícia trabalha sobre a versão contada pelo pai da criança, um consultor jurídico, que, desde o primeiro dia, afirma ser inocente. Ele conta que deixou a menina em um quarto, dormindo, enquanto foi até a garagem ajudar a mulher a subir com os outros dois filhos. A família havia chegado de um jantar na casa da sogra dele, por volta de 23h30. O consultor jurídico afirma que deixou o imóvel trancado depois de colocar a menina na cama. Quando subiu, viu que ela não estava no cômodo e percebeu que a tela de proteção na janela estava rasgada. Em seguida, relatou ter visto o corpo da criança no jardim. Ele sustenta a versão de que alguém entrou na casa, possivelmente para assaltar, mas a polícia diz que nada foi roubado.



G1
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