Encontro de cavalheiros
É muito bom conhecermos pessoas com nível intelectual acima do nosso, porém, é excelente quando a intelectualidade uni-se a simplicidade.
Manuel Dutra é um exemplo de simplicidade adquirida ao longo de uma trajetória de vida.
É paraense de Santarém e mora em Belém há 22 anos. É jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco em 1972, especialização e mestrado na UFPA e estágio doutoral na área de comunicação feito em outro Estado. Trabalhou na rádio rural de Santarém e foi correspondente do jornal o Liberal e Estadão.
O dinamismo sempre integrou sua vida de profissional, apesar de, na época haver muitas dificuldades, pois, os principais meios de comunicação era o telefone e o telex.
Pelo fato da tecnologia ser limitada as fotos registradas para as matérias eram enviadas por avião, porém, Manuel Dutra sempre teve ousadia para buscar novas manchetes não importando a dificuldade que viesse enfrentar.
Levantou muitas questões como o uso de mercúrio por garimpeiros de serra pelada, algo que, afetava o sistema nervoso daqueles homens, poluição dos rios e isso muitos anos antes da questão do meio ambiente ser manchete em jornais e programas de televisão, queimadas, questão indígena, brigas por posse de terra, cultura.
Suas matérias sobre as cidades do interior, principalmente sobre os ribeirinhos tinha como objetivo mostrar que aquelas pessoas eram pobres mas eram acima de tudo trabalhadoras.
É autor de vários livros entre eles: O Pará dividido e Ramal dos doidos -1998.
Sem dúvida alguma foi um privilégio conhecer este homem, que além de, ser um excelente profissional, ainda tem muitas histórias para contar e experiências de vida a ensinar.